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Um sonho de educação
 
23.05.2009 - 07h43
Fonte: Correio Braziliense
 
 
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      Há 46 anos, o pastor Martin Luther King verbalizou, no célebre discurso Eu tenho um sonho, a vontade de milhões de negros de pôr fim à segregação racial então vigente nos Estados Unidos. E como o sonho não era de um só homem, mas de toda uma coletividade, a semente lançada pelo líder negro germinou: hoje o racismo não apenas arrefeceu nos Estados Unidos como a própria Presidência do país é ocupada por um negro.
      
      O Brasil acalenta um sonho coletivo, unânime. Transformar a educação na alavanca do desenvolvimento social e da superação das desigualdades entre as pessoas. Como é partilhado por milhões de brasileiros, esse sonho será realizado. Mas isso não acontecerá sem suor. A tarefa é árdua, exige muito esforço, dedicação, persistência.
      
      Alinhados com o sonho e conscientes da necessidade de trabalharmos duro para sua concretização, desde o primeiro momento fizemos da educação prioridade absoluta do Governo do Distrito Federal. Nessa área, somos ambiciosos. Queremos que o ensino público no DF seja o melhor do Brasil e se iguale aos melhores do mundo. Queremos que cada aluno da nossa escola pública tenha um ensino de qualidade, que lhe permita um futuro melhor.
      
      As ações do Governo do Distrito Federal na direção do ensino de qualidade, nesses últimos dois anos, são visíveis e terão grande impacto nos próximos anos, a exemplo do que ocorreu em países que investiram fortemente na educação e conseguiram superar o atraso, como Coreia, Singapura, Espanha, Chile.
      
      Foi instituída a educação integral, que oferece atividades para os alunos dentro da escola por até 8 horas: o estudante vai para o colégio de manhã, tem aulas normais, almoça na escola e no contraturno tem atividades como esporte, cultura e lazer, aulas de línguas (francês e inglês), matemática, ciências, e oficinas de leitura, informática e até robótica. Com isso, a criança se mantém ocupada todo o tempo em atividades produtivas, em vez de se colocar em situações de risco nas ruas, e os pais têm a tranquilidade de saber que os filhos estão sendo adequadamente formados. A educação integral já abrange 140 escolas e atende a 40 mil alunos. Até o fim do ano, serão 200 escolas e 60 mil alunos.
      
      Foram instalados laboratórios de ciências em todas as salas de aula de 402 escolas de educação fundamental. Os institutos Ayrton Senna e Roberto Marinho fazem, em convênio com o GDF, aceleração do aprendizado, de forma a recuperar alunos com mau aproveitamento escolar e corrigir a distorção idade/série. Como resultado desse trabalho, conseguimos reduzir em 40% o índice de reprovação de alunos da rede pública: eram 50 mil por ano no final de 2007, passaram a 30 mil no fim do ano passado.
      
      Foi instituído o plano de cargos para os professores, que têm o melhor salário do país, e o GDF comprou computadores portáteis para distribuir a cada um dos professores da rede: metade do preço unitário é paga pelo governo (R$ 750) e a outra metade é financiada em 24 prestações mensais, cada uma de R$ 38.
      
      Os diretores das escolas passaram a ser escolhidos pela própria comunidade, após passarem por exames de competência para o exercício do cargo. Instituímos a gestão compartilhada, com a descentralização de recursos financeiros para que cada escola possa fazer pequenos reparos e serviços sem depender de exigências burocráticas, e criamos o sistema de administração por metas ou contrato de gestão , com definição quantitativa de objetivos e premiação para os dirigentes escolares que atingirem os índices fixados.
      
      O GDF construiu 36 novas escolas em dois anos e vai entregar mais 33 até o fim do ano, o que significa 500 novas salas de aula. O programa de alfabetização já ensinou 31 mil adultos a ler e a escrever. A meta é tornar o DF a primeira unidade da Federação a promover a completa erradicação do analfabetismo.
      
      A bolsa universitária atende 6.200 estudantes carentes, que têm a faculdade paga pelo governo e em troca trabalham como monitores nas escolas de educação integral. Também criamos a Escola do Amanhã. Ela oferece cursos profissionalizantes para alunos matriculados no ensino médio da rede pública, com o objetivo de qualificá-los para o mercado de trabalho no contraturno do ensino regular. Já se formaram 3 mil alunos, em áreas como informática, eletrônica, enfermagem, secretariado e mecânica, entre outras. Ainda estamos distantes de uma educação de qualidade no país, mas estamos avançando com ações desse tipo, que podem tornar real o sonho sonhado por toda a nação.
      

 
 
 
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